Presidente da Associação Zoófila Portuguesa acusada de abuso de confiança

Presidente da Associação Zoófila Portuguesa acusada de abuso de confiança

Ana Fernandes, a presidente demissionária da Associação Zoófila Portuguesa (AZP) é acusada de utilizar a associação para proveito próprio, através de serviços prestados por uma empresa que está em seu nome.

A presidente demissionária da AZP, Ana Fernandes, deputada do PAN de Odivelas, é acusada por vários membros e funcionários da anterior e atual direção de realizar “negócios consigo própria”, tendo sido alvo de uma queixa-crime por abuso de confiança, feita pela atual presidente do Conselho Fiscal (CF), Luísa Coelho.

Segundo o Observador, em causa irregularidades imputadas a Ana Fernandes, especialmente o facto de esta ter registada em seu nome uma empresa que prestou e cobrou serviços à AZP, quando a associação criou, em 2014, um hospital veterinário que terá custado 150 mil euros. Segundo o Conselho Fiscal, a Izumix, a empresa que está registada em nome de Ana Fernandes,  recebeu mais de 25 mil euros em pagamentos — 11 mil relativos ao “acompanhamento” da construção do hospital e o restante como retribuição de serviços que o CF considera não clarificados.

Quando Raquel Leite, uma sócia e ex-membro da direção, exigiu respostas sobre a empresa e a sua relação com a associação, foi convocada uma assembleia geral extraordinária. Luísa Coelho acusou Ana Fernandes de “fazer negócios consigo mesma”, de utilizar o dinheiro da associação e não entregar nenhuma documentação ao CF e de ser incoerente na justificação dos pagamentos à sua empresa.

Ana Fernandes afirmou ao Diário de Notícias que as decisões foram sempre tomadas com autorização da direção e lembrou que as contas sempre foram aprovadas pelo CF. Negou ainda a cobrança de serviços por parte da sua empresa à AZP e disse que os órgãos sociais sempre souberam da sua relação com a empresa.

Entre outras irregularidades estarão também a compra de um telemóvel por 843€ sem decisão colegial prévia e a aquisição de mais de 3.000€ em ração fora de prazo da marca de que a empresa de Ana Fernandes detinha a representação.

Fonte: Observador

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