Nem sempre o peixe faz bem à saúde!

Nem sempre o peixe faz bem à saúde! A Rede de Alerta Europeia para toxinas marinhas vai monitorizar os níveis de toxinas em peixes e moluscos do Atlântico Norte. Para prevenir intoxicações alimentares e outros atentados à saúde dos consumidores.

Designada por Alertox-Net, a nova rede de alerta europeia para toxinas marinhas, é fruto de um consórcio internacional de universidades e centros de investigação, financiado pelo Programa de Cooperação Interreg Atlantic Area, que tem por objetivo último aumentar a segurança dos consumidores no espaço europeu, nomeadamente no que concerne à segurança alimentar em produtos marinhos.

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) vão participar nesta rede como responsáveis pela configuração, teste e validação do sistema de “alerta” de deteção de contaminantes emergentes no ambiente e pela ligação com as indústrias alimentares em Portugal, assim como pela avaliação do risco relacionado com as alterações climáticas.

De acordo com Vitor Vasconcelos, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Director do CIIMAR e coordenador da equipa portuguesa, as zonas costeiras do Atlântico Norte têm vindo a ser atingidas por eventos tóxicos produzidos por espécies de bactérias e microalgas associadas a zonas tropicais.

De entre as toxinas emergentes mais preocupantes podemos salientar as tetrodotoxinas, produzidas por bactérias marinhas que se podem acumular em peixes e moluscos gastrópodes por exemplo; as palitoxinas produzidas por um dinoflagelado do género Ostreopsis e que pode causar intoxicações humanas em praias contaminadas, apenas pela inalação de aerosois, e as ciguatoxinas produzidas por dinoflagelados do género Gambierdiscus e que se podem acumular em peixes de topo de cadeia como as barracudas, moreias ou o peixe-porco.

Estas toxinas podem provocar graves intoxicações humanas e não são monitorizadas regularmente pelas autoridades nacionais dos vários países europeus. Este projecto pretende contribuir para melhorar o conhecimento existente e fornecer às autoridades regulatórias europeias informação tendo em vista eventuais ajustes à legislação vigente.

No âmbito do projeto, a FCUP e o CIIMAR procurarão envolver todo o sector ligado à produção e transformação do pescado a nível nacional através da organização de reuniões e seminários de modo a diagnosticar necessidades e problemas associados às toxinas. O Alertox-Net possibilitará assim melhorar e desenvolver métodos de deteção, localização de fontes de origem e controlo de toxinas marinhas, principalmente das toxinas emergentes como tetrodotoxinas, palitoxinas e iminas cíclicas, devido ao grave risco que representam para a saúde pública.

O projecto é liderado pela Universidade de Santiago de Compostela (USC), tem um financiamento europeu de três milhões de euros, e terá uma duração de três anos. Fazem ainda parte deste consórcio a Fundação AZTI (Espanha), NUIG (Irlanda), IFREMER (França), CIFGA (Espanha), MI (Irlanda), QUB (Reino Unido), INTECMAR (Espanha), CEA (França) e CEFAS (Reino Unido).

Fonte: Universidade do Porto

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