Jardim Zoológico perde Girafa-de-angola
Dia 26 de maio, o Jardim Zoológico sofreu a perda da uma Girafa-de-angola de 11 anos e 5 meses, resultado da tentativa de alimentação por parte de um visitante, que fê-la precipitar-se para a zona da sua instalação que separa os visitantes dos animais, não resistindo à queda. O visitante foi identificado pela PSP, encontrando-se o caso em apreciação.
A necropsia foi já realizada e a conclusão foi de morte provocada por colapso cardiorrespiratório, consequência da queda.
Apesar dos inúmeros avisos dispersos por todo o Zoo, incluindo instalações, bilheteiras, folhetos e vídeos de apresentação de regras do parque, crianças, jovens e adultos continuam a alimentar os animais, desrespeitando as normas de segurança definidas pelo Jardim Zoológico.
Nas palavras do Administrador do Jardim Zoológico, Dr. Carlos Agrela Pinheiro: “A morte desta girafa que nasceu no nosso Zoo, representa uma perda incalculável para todos os elementos do parque. A Girafa-de-angola é uma das espécies mais emblemáticas e uma das mais queridas dos nossos visitantes. O Jardim Zoológico tem um papel concreto a desempenhar no plano da conservação dos animais. O clima temperado do país e da cidade facilita a adaptação das espécies, sendo a sua taxa de reprodução bastante boa. O facto desta girafa ter sido mãe em novembro do ano passado, transtorna-nos ainda mais. A cria que já se alimenta sozinha, continuará integrada no restante grupo”.
A Girafa-de-angola encontra-se classificada como “Vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A caça e a perda do habitat são apontadas como as maiores ameaças à sobrevivência desta espécie.
O Jardim Zoológico é membro das principais instituições dedicadas à conservação das espécies e dos seus habitats, como é o caso da EAZA (Associação Europeia de Zoos e Aquários) entre tantas outras organizações europeias e internacionais que assumem atualmente um papel fundamental para a sobrevivência das espécies em vias de extinção. Em conjunto, estas instituições, são hoje verdadeiras “Arcas de Noé”. Contribuem e colaboram através da educação, da investigação científica e da implementação ao nível local, europeu e mundial, de medidas de conservação das espécies dos seus habitats até à sua reintrodução na natureza.
Recebendo muitos milhões de visitantes por ano, os Zoos de todo o mundo têm como uma das principais missões, transmitir a mensagem de conservação ao público escolar e a todos os visitantes em geral. O Jardim Zoológico espera que esta lamentável situação sensibilize, no futuro, os seus visitantes para uma alteração de comportamentos e um maior respeito pela natureza e pela biodiversidade do planeta.
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