Canábis medicinal está a chegar aos animais de companhia!

Em alguns estados americanos o uso de canábis medicinal parece ser uma das soluções procuradas por quem tem animais de companhia.

Segundo o The Guardian, há muitas pessoas, desde empresários até cientistas, que defendem o uso do canábis medicinal – canabidiol (CBD), como um tratamento que servirá para ajudar em muitas doenças caninas e felinas, desde alergias até a casos de ansiedade.

Os resultados de ensaios clínicos feitos em humanos permitiram demonstrar que o CBD interage com o sistema endocanabinóide dos mamíferos e tem efeito terapêutico em casos de stress pós-traumático, dor crónica e epilepsia.

Nos Estados Unidos, o CBD está classificado pela Agência Norte-americana Contra o Narcotráfico (Drug Enforcement Administration) no grupo das substâncias ilegais, como a heroína. Porém, na prática, assiste-se à emergência de uma indústria florescente. Este mercado teve um dobro de crescimento de 2008 para 2014, com novas projeções de crescimento anual de 3-5%. Alguns donos, principalmente no estado de Oregon, já começam a brindar os seus animais de companhia com biscoitos que têm CBD na sua composição. Este derivado da canábis não tem efeitos psicoativos induzidos pelo tetrahidrocanabinol (THC).

A escola veterinária da universidade de Colorado estudou os efeitos a longo prazo do uso desta substância em cães, sendo que 89% das crises de epilepsia amenizaram.

Uma sondagem publicada no Journal of the American Holistic Veterinary Medical Association concluiu que, numa amostra de 632 pessoas, 72% afirmaram administrar produtos com derivados da canábis na sua composição ao seu companheiro de quatro patas (104 experimentaram dar ao felino) e 64% admitiram ter valido a pena.

Em Portugal, o uso terapêutico dos preparados da planta é permitido para uso humano desde junho e, apesar de não ter sido solicitado no meio médico, já era possível e legal usar um fármaco com canabinóides aprovado pelo Infarmed, há seis anos, para aliviar sintomas de rigidez muscular em pessoas com esclerose múltipla. Ainda falta regulamentar a lei que passou no Parlamento, sendo provável que até chegar ao consumo ou toma em animais domésticos ainda seja um caminho por fazer.

Fonte: The Guardian

 

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