Animais estão a ficar noctívagos, para fugir aos humanos

Os animais estão a mudar radicalmente de hábitos, em zonas onde a presença humana é maior.

Estas conclusões foram obtidas num estudo científico, na Universidade de Berkeley, publicado na Revista Science, onde mostra que um total de 62 espécies de mamíferos, nos vários continentes, estão a mudar os seus padrões de hábitos e comportamentos, preferindo os períodos da noite para as suas atividades de alimentação, por exemplo, em ambientes onde a proximidade dos seres humanos é maior.

Houve uma revisão bibliográfica de 76 estudos que tinham monitorizado os padrões de atividade destas 62 espécies de mamíferos, usando tecnologias de geolocalização e câmaras fotográficas ativadas pelo movimento dos animais. Depois avaliaram os comportamentos dos animais em zonas com e sem a presença humana, percebendo que nos locais onde existem mais humanos, os animais têm uma vivência noturna significativamente maior dos que os seus companheiros, da mesma espécie, mas que vivem em zonas com pouca influência humana.

Algumas destas imagens exemplificam, na íntegra, as conclusões deste novo estudo. Por exemplo grupos de javalis à procura de alimento no lixo, na região de Barcelona; um castor junto ao rio, noite dentro, em pleno centro da cidade francesa de Orleães; ou ainda um texugo ou uma raposa no Sul de Londres, à procura de restos no lixo das casas.

Mas porque é que isto acontece? Os cientistas dizem que pode ser devido ao medo. Segundo o Diário de Notícias, os autores do estudo dizem que “em sítios onde ambos coexistem [como nos arredores das cidades], os animais selvagens podem minimizar o risco de se cruzarem com humanos fazendo uma separação temporal, como esta, em vez de espacial”.

Contudo, as consequências para os animais são ainda uma incógnita, e as respostas a esta (e outras) questões ainda estão por perceber.

 

Fonte: Diário de Notícias

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