Propaganda extrema em torno de ‘Peter Rabbit’ poderá ser um problema para os coelhos verdadeiros

Propaganda extrema em torno de ‘Peter Rabbit’ poderá ser um problema para os coelhos verdadeiros

Antecipando a estreia do filme Peter Rabbit, a PETA diz aos pais que a última coisa que devem fazer é ir a correr comprar para os filhos – que certamente ficarão encantados com o adorável e atrevido coelho – uma versão verdadeira de Peter. Qual a razão? As pessoas que são inspiradas por filmes ou programas de televisão a comprarem animais amiúde não estão cientes do trabalho que estes dão e o compromisso que é necessário para cuidar deles – e acabam por ignorar os companheiros que apenas estimaram por breves momentos, ou mesmo por os abandonar.

“Embora um filme dure apenas duas horas, um coelho pode viver mais do que 10 anos,” frisa a diretora de programas internacionais da PETA, Mimi Bekhechi. “Um animal de companhia nunca deve ser comprado por impulso, e a PETA aconselha as famílias a preferirem sempre a adoção e apenas levarem um coelho para casa após contemplarem cuidadosamente todas as necessidades do animal durante a sua vida.”

Os coelhos são animais sensíveis e frágeis que necessitam de comida específica, um ambiente estimulante com espaço para correr e saltar e visitas anuais a um veterinário com conhecimentos especializados desta espécie. Aqueles que são comprados por capricho são frequentemente negligenciados, desterrados para capoeiras ao ar livre, deixados em abrigos, ou simplesmente libertados na natureza, onde as probabilidades de sobrevivência são escassas, depois da novidade ter passado e a responsabilidade de cuidar deles começar a pesar.

A PETA – cujo lema defende, em parte, que “os animais não são nossos para que possam ser abusados de forma alguma” – salienta que as vendas de peixes-palhaço subiram em flecha após a estreia de À Procura de Nemo, e que um número record de huskies, que se assemelham aos lobos gigantes de A Guerra dos Tronos, foram abandonados face à crescente popularidade da série.

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