Conheça a nova cria de Panda-vermelho do Zoo

Depois do pequeno Órix-de-cimitarra, e das recentes crias de Macaco-de-brazza e Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo, o Jardim Zoológico anuncia a chegada de uma nova cria: um Panda-vermelho (Ailurus fulgens).

A nova cria, cujo género ainda está por identificar, nasceu no passado dia 11 de junho. Esta espécie está classificada como “Em Perigo”, pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

No dia 15 de setembro, Dia Internacional do Panda-vermelho, haverá a oportunidade de assistir a uma “Animal Talk – extra” sobre esta espécie. Às 15h40 os educadores do Jardim Zoológico vão de bicicleta elétrica falar a todos os visitantes sobre as curiosidades mais surpreendentes destes animais.

O Panda-vermelho é característico das florestas de bambu e florestas tropicais em altitude da região dos Himalaias e Sul da China. A principal ameaça a esta espécie é a diminuição do seu habitat, a caça e a consanguinidade, consequência da fragmentação do seu ecossistema, sobretudo em prol de áreas de cultivo. Este nascimento permite ao Zoo reforçar a sua participação no Programa Europeu de Reprodução (EEP) desta espécie.

A reprodução do Panda-vermelho é bastante complexa e, por isso, deve ser bem celebrada. Os machos e as fêmeas encontram-se apenas para acasalar, num espaço de tempo limitado e compreendido entre janeiro a março. A fêmea só está recetiva uma vez por ano, durante um curto período de 12 a 36 horas, em que a ovulação é induzida pela cópula. A responsabilidade das crias é inteiramente da progenitora.

Tal como o Panda-gigante, o Panda-vermelho alimenta-se principalmente de bambu – cerca de 80% da sua alimentação – e tem um falso polegar (uma extensão do osso sesamóide) que utiliza para arrancar as folhas do bambu, que são muito pouco nutritivas. Por essa razão, podem suplementar a sua dieta com frutos, raízes, ovos e pequenos lagartos. Tem ainda uma classificação taxonómica peculiar, uma vez que tem dentição de omnívoro, tubo digestivo de carnívoro e dieta principalmente herbívora.

Os pandas-vermelhos estão perfeitamente adaptados às temperaturas do seu habitat: a sua pelagem é densa, protegendo-os em caso de frio, e a cauda é longa, para ajudar a manter a temperatura corporal. É uma espécie reservada, marcando o seu território com urina e secreções das glândulas anais e genitais. Podem ser territoriais, se ameaçados, e passam a maior parte do tempo em altura, deitados nos ramos das árvores.

Artigos relacionados

SEA LIFE Porto celebra o 8.º aniversário com novas criaturas marinhas

No seu 8.º aniversário, o aquário portuense dá as boas-vindas a oito novos habitantes e oferece a entrada a quem fizer anos no mesmo dia.

GNR registou mais de 920 crimes contra animais em 2017

Mais de 920 crimes contra animais foram registados pela Guarda Nacional Republicana (GNR) no ano passado, a maioria por maus tratos, anunciou aquela força militarizada.

Vaga de calor mata dezenas de bezerros numa propriedade na Argentina

Pelo menos 66 bezerros morreram na província de La Pampa, Argentina, na sequência de uma vaga de calor que lhes provocou ataques cardíacos.