Associação Ânimas entrega 12.º cão de assistência a bolseiro de investigação

Associação Ânimas entrega 12.º cão de assistência a bolseiro de investigação

A associação Ânimas, do Porto, entrega no domingo um cão de assistência a um bolseiro de investigação da Fundação para a Ciência e Tecnologia com mobilidade reduzida, permitindo-lhe nomeadamente prosseguir o doutoramento em informática, na área da acessibilidade digital.

A chegada do Lupi, um cão da raça Labrador Preto, de dois anos, à vida de João Sousa e Silva, de Leiria, praticamente cego e com 98% de incapacidade geral, surgiu após um contacto estabelecido há cerca dois anos e meio com a Ânimas – Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social.

Portador de uma doença rara – a neurofibromatose tipo 2 – João Sousa e Silva vai passar a interagir com o cão, facto que, confessou à agência Lusa, vai ampliar-lhe a capacidade de gerir o seu quotidiano.

“A doença retira-me a motricidade normal pelo que a chegada do Lupi terá um impacto enorme na minha vida, ao nível físico, psicológico e social”, elencou o beneficiário do 12.º cão de assistência entregue por aquela associação.

E continuou: “a chegada do cão vai fazer-me andar pois, no pouco tempo em que estive com ele – nas sessões de adaptação -, fiquei fisicamente melhor”.

Estabilidade postural, auxílio no recuperar de objetos caídos, capacidade de recuperação de orientação dentro de casa e apoio foram as outras mais-valias apontadas pelo beneficiário de um cão que trará ganhos também ao nível psicológico “pela companhia que dá a alguém que passa muito tempo sozinho em casa, em frente ao computador, a investigar”.

“Pelo carinho, pela atenção, pelo permitir que lhe toque. Vai ser muito bom tê-lo aqui”, disse à Lusa completando a descrição das mais-valias com um toque bem-humorado quando convidado a falar nos ganhos a nível social.

“Bom, socialmente, porque é um evento de cada vez que estou na rua com o cão, pois ele é um facilitador social, ainda que o tratador me tenha avisado que não irei poder usufruir de toda essa componente dado já ser casado”, observou o estudante de 33 anos, residente em Leiria.

Criada em 2002, a Ânimas já entregou 12 cães de assistência, sendo que onze para prestar assistência social e um para surdos, todos eles sem custos para os beneficiários.

Os cães desta raça atingem a idade adulta, em média, cerca dos 18 meses.

Texto: Lusa

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